09/05/19

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Campos dos Goytacazes, quinta-feira, 09 de maio de 2019 – nº 3.890

 

Filme que acompanha os caminhos do Rio Paraíba do Sul será exibido na UENF nesta quinta

A UENF apresenta nesta quinta-feira (09/05), às 17h30, o river movie Caminho do Mar, sobre o Rio Paraíba. O filme foi feito em parceria com o Bang Filmes e o Projeto Piabinha. A apresentação, aberta a toda comunidade, vai acontecer na sala de cinema do Centro de Convenções Oscar Niemeyer, na UENF.

Filmado nas principais regiões por onde o rio Paraíba do Sul passa, desde suas nascentes nas serras da Bocaina e do Mar, o filme percorre a região industrial paulista, atravessando os municípios de São José dos Campos, Taubaté. Depois,  segue em direção a Aparecida do Norte, Resende, Volta Redonda e Barra do Piraí, passando em seguida pela Elevatória de Santa Cecília, onde 2/3 de suas águas são desviadas para abastecer a região metropolitana do Rio de Janeiro. As gravações seguiram por Itaocara e São Fidélis, no baixo Paraíba, para, finalmente, entrar em Campos dos Goytacazes e na sua foz, a praia de Atafona, em São João da Barra.

O diretor do filme, Bebeto Antunes, comentou sobre a ideia que o levou produzir sobre o rio Paraíba. “A ideia inicial era se fazer um filme que navegasse por três rios: Amazonas, São Francisco e Paraíba do Sul. Na pesquisa percebeu-se que o Paraíba do Sul, apesar de estratégico para o Brasil, era pouquíssimo conhecido. Não tinha a popularidade e a mística dos outros dois rios. Caminho do Mar mostra sua relevância na formação histórica, econômica e social do país, em particular, para a região Sudeste”, disse.

As margens culturais do Paraíba do Sul também foram registradas pela equipe. Toda sua diversidade, desde a cultura caipira na região paulista, referida nos textos de Monteiro Lobato, passando por um dos mais fortes polos católicos do país, em Aparecida do Norte, onde a estátua da padroeira do Brasil foi encontrada em suas águas, há 300 anos. A equipe registrou também o ritmo e a festa do Jongo, na região de Vassouras, que tem a herança africana dos escravos do ciclo do café.

O cineasta também falou sobre a importância de preservar não só o Paraíba, mas os rios em geral. “O que de mais importante pode-se fazer é mudar nosso olhar sobre não só o rio Paraíba do Sul, como sobre todo e qualquer rio. As comunidades e civilizações nascem de frente e às margens dos rios e depois lhes viram as costas. Preservar as nascentes e matas ciliares, conter e controlar poluição industrial, instalar uma rede eficiente e ampla de saneamento básico, impedir o desmatamento desenfreado, tudo isso, todas essas medidas concretas, serão consequências da referida mudança de olhar de nossa sociedade, sobre os rios. Sem mata, não há rios e sem rios, não haverá qualidade de vida possível” finaliza Beto Arantes.

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