25/03/19

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Campos dos Goytacazes, segunda-feira, 25 de março de 2019 – nº 3.878

Villa tem exposição sobre bailarina campista Mercedes Baptista

Foi inaugurada na última sexta-feira, 22/03/19, na Casa de Cultura Villa Maria, a Exposição “Mercedes Baptista — O corpo e a dança”, que se estende até 30/04/19.

Nascida em Campos, Mercedes se mudou com a mãe para o Rio de Janeiro muito jovem. Frequentou a Escola de Dança da bailarina Eros Volúsia, reconhecida por seu método de investigação das danças populares para a criação de um balé brasileiro erudito.

Em 1948 Mercedes foi aprovada em concorrido concurso e tornou-se a primeira negra a fazer parte do corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ao lado de artistas como Ruth de Souza, Haroldo Costa e Santa Rosa, Mercedes militou pelo reconhecimento e pela integração de atores e dançarinos negros no teatro brasileiro. 

Reconhecida por seus alunos como uma professora bastante rígida e exigente, ao mesmo tempo, sua bondade e sua generosidade tornavam possível aos alunos mais humildes e dedicados realizarem as aulas sem pagar a mensalidade. Estas características permitiram ao seu Ballet Folclórico revelar ao público alguns dos maiores bailarinos e bailarinas da dança brasileira.

Artesanato de Campos para o mundo

A ideia de reciclar o lixo produzido pela população surgiu no século XX a partir do seu aumento significativo. Então foi percebida a importância da reciclagem principalmente para o meio ambiente e consequentemente para a população. Mas, além de preservar o meio ambiente, a reciclagem gera riquezas, emprego e renda.

Campos dos Goytacazes por muitos anos era conhecida como uma cidade de grande desenvolvimento açucareiro pelas plantações de cana de açúcar que prosperavam. Hoje o setor enfrenta uma crise, mas não deixou de existir.

E é através do bagaço dessa cana que a Associação de Mulheres Empreendedoras (AME) viu a oportunidade de gerar renda, mostrando para o mundo a identidade da cidade natal através do artesanato sustentável.

Ivanete Fernandes

A associação existe desde 2008 e é assessorada pela Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP) da UENF “Somos em 6 integrantes. Essas mulheres fazem todo o processo, desde o recolhimento do bagaço na usina até a confecção das peças”, disse Ivanete Fernandes, artesã.

o artesanato de Campos que representa o Brasil participou de uma feira que terminou no último dia 20, na Arábia Saudita. O eventou teve por objetivo o desenvolvimento e fortalecimento de relações entre povos de diferentes países, no campo da cultura e arte. A AME foi a única associação de artesãs a receber o convite para expor suas peças numa feira mundial.

“Mais de 50 peças que foram expostas na feira são relacionadas à cultura da nossa cidade, como Sinhá, boi pintadinho e Mana Chica. Após a Arábia Saudita essas peças seguiram para a feira Rio Artes Manuais”, complementa Ivanete.

A AME também expôs seus trabalhos na Feira Rio Artes Manuais – 2019, que foi realizada de 20 a 24/03/19 no Centro de  Convenções Sulamética, com o tema “Sustentabilidade”.  O evento foi promovido pela Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, no âmbito do seu Programa de Artesanato.

(Texto: Juliana Maciel / ITEP /  ASCOM UENF)

 

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