12/07/18

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Campos dos Goytacazes (RJ), quinta-feira, 12 de julho de 2018 – Nº 3.814

Seminário sobre controle e monitoramento do Aedes aegypti

O curso foi apresentado pelo professor Edmilson

A UENF realizou na última quarta-feira, 11/07/2018, no auditório do prédio P5, o seminário “Novas Estratégias no Controle e Monitoramento do Aedes aegypti na Região Norte Fluminense”. Apresentado pelo professor Edmilson José Maria, do Laboratório de Ciências Químicas (LCQUI), o seminário visou mostrar aos secretários e agentes de endemia dos municípios da região Norte Fluminense as pesquisas que estão sendo realizadas em controle e monitoramento do Aedes aegypti na UENF. Visto que o município de Campos decretou estado de epidemia de Chikungunya no dia 29/06.

Estiveram presentes no Seminário representantes de sete municípios: Campos, Cardoso Moreira, Macaé, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra e Quissamã. O Seminário, segundo o professor Edmilson, teve por objetivo informar, estabelecer parcerias e verificar de que forma essa parceria pode ser feita.

– Fizemos um convite aos municípios pertencentes à região Norte Fluminense para mostrar as pesquisas que estão sendo realizadas em controle e monitoramento do Aedes aegypti dentro da UENF. E possibilitar uma futura parceria com esses municípios para que possamos agir integradamente no combate ao vetor, que é o Aedes, para o próximo verão – disse o professor.

Uma das novas tecnologias apresentadas foi o Barrepel – repelente em barra produzido pelo projeto ZIKA-REDE1, da Faperj/UENF, no Laboratório de Ciências Químicas (LCQUI). O Barrepel tem baixo custo e efetividade, diferente dos repelentes aerossol e creme, propensos ao desperdício. O projeto vem sendo desenvolvido há quatro anos.

Outro resultado do projeto apresentado pelo professor Edmilson José Maria foi a Armadilha GRUDaedes. Feita de papelão, a armadilha atrai os mosquitos de duas formas: pela cor preta pintada no papelão e pelo odor da substância feromônio. Ao posar no papelão, os mosquitos ficam presos em uma cola de alta performance e morrem. A cola dura 30 dias e ainda funciona molhada. Segundo o professor Edmilson,  Barrepel e GRUDaedes são alternativas para locais onde o fumacê não chega ou não é permitido – como em creches, escolas e hospitais.

Edmilson também destacou o papel da UENF em trabalhar na resolução dos problemas da região.

– A Universidade Estadual do Norte Fluminense, como o próprio Darcy Ribeiro disse, vem para atuar junto com os municípios do Norte Fluminense não só no desenvolvimento regional, mas também para discutir, trabalhar e auxiliar na resolução dos problemas regionais – falou.

Renata Juncá, subsecretária executiva da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Campos, destacou a importância de alternativas ao fumacê – segundo ela e outros secretários, pouco efetivo.

– Isso tem que ser trazido à sociedade. Hoje as pessoas cobram muito a questão de passar o fumacê e não sabem o quanto esse inseticida é tóxico e que tem sido pouco efetivo. As pessoas têm que desvincular o combate a esse tipo de doença só do fumacê – diz Renata.

Seprodur terá curso sobre produção de cervejas artesanais

Foto: Revista Exame

A UENF realiza entre os dias 16 e 20/07/2018 a 13ª Semana do Produtor Rural (Seprodur). E um dos 86 cursos oferecidos será sobre “Produção de cerveja caseira: abordagens, estratégias e técnicas práticas”. Ministrado pelo professor John Marr Ditty, o curso vai acontecer na sexta-feira (20), das 8h às 11h, no  Centro de Ciências e  Tecnologias Agropecuárias (CCTA) e visa apresentar as técnicas de fabricação para iniciantes a fim de desmistificar o processo.

John Ditty destaca que o cenário para quem está começando no ramo da cerveja artesanal pode ser desanimador. Segundo ele, cervejeiros experientes tendem a insistir em equipamentos que encarecem a produção, desestimulando os “novatos”.

– Vejo que muitas vezes quem está começando ou ainda está pesquisando encara discussões altamente técnicas, sobre a conversão de enzimas, rampas de temperatura, pH e equipamentos (frequentemente bem caros) que eles usam, muitas vezes variando de maneira expressiva entre cervejeiros caseiros. Para estes estas podem ser consideradas “a única” ou “a melhor” maneira de fabricar – explicou o professor.

Para o professor, não só o cenário da cerveja artesanal no Brasil está em transformação, mas também o consumidor. Segundo levantamento do Instituto da Cerveja, em 2015 eram 372 cervejarias no país, contra 46 em 2005.

– Como sabemos, este cenário mudou drasticamente nos últimos cinco anos e hoje conheço pelo menos 60 pessoas produzindo cerveja em Campos, ou com o intuito de apreciar uma bebida gostosa, única e econômica ou para servir como fonte de renda, assim com o potencial de estimular a economia local. Embora não possa arriscar sobre a capacidade do mercado municipal ou nacional de absorver tantas cervejarias novas, não tenho dúvida de que o consumidor brasileiro de cerveja tenha mudado, e disso não há volta – diz John Ditty.

O curso vai ensinar a produzir cerveja caseira com baixo custo e utilizando equipamentos simples. Além da receita da tradicional cerveja americana America Pale Ale.

– No curso, vou mostrar uma técnica de produzir cerveja caseira utilizando equipamentos simples e baratos, a mesma que eu utilizei pela primeira vez quando não havia cursos sobre o assunto. Além disso, incluo a receita de uma American Pale Ale baseada naquela de Sierra Nevada e ofereço dicas uteis sobre a procura de informações e insumos para a produção – acrescentou John.

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Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)

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