03/07/18

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Campos dos Goytacazes (RJ), terça-feira, 03 de julho de 2018 – Nº 3.810

Palestra de encerramento do CONFICT aborda o ‘fazer ciência’

O reitor da UENF, Luís Passoni (à esquerda), e o professor Aldo Zarbin.

Finalizando a programação do X CONFICT/III CONPG, o presidente da Sociedade Brasileira de Química, Aldo José Gorgatti Zarbin, professor da UFPR, ministrou na tarde da última sexta-feira, no Centro de Convenções da UENF, a palestra “O fazer ciência em 10 palavras ou de onde vem mesmo o conhecimento?”.

Em sua explanação, o professor explicou, uma a uma, as 10 palavras que não podem faltar no fazer científico: criatividade, inspiração, sagacidade, determinação, sabedoria, simplicidade, ética, oportunidade, representatividade e paixão, exemplificando sempre com fatos da história da ciência e dos cientistas.

Ressaltando que o atributo “sabedoria”  não está relacionado à inteligência, mas à capacidade de “usar a ciência de forma correta”, ele lembrou do cientista Linus Pauling, que se recusou  a participar do projeto da bomba atômica.

— Pauling não só se negou a participar, como fez campanha para alertar a população sobre os perigos daquele invento. Ele ía pessoalmente nas escolas falar com as crianças sobre a importância do conhecimento científico e contra a bomba atômica. Mais tarde, ele ganharia o Prêmio Nobel da Paz — disse.

Zarbin também enfatizou a grande importância da ética na ciência, citando casos em que dados foram fraudados para acelerar o resultado das pesquisas.

— A ética deveria vir à frente de qualquer coisa, principalmente da ciência. Infelizmente muitas vezes a necessidade urgente de ficar famoso faz com que muitos deslizem. Mas não há nada mais inadmissível do que não ser ético na ciência — afirmou.

Ao abordar os itens “oportunidade” e “representatividade”, o professor criticou a atual política científica do País. Zarbin lembrou que 2,2% do conhecimento científico do mundo é produzido no Brasil, sendo 90% dentro das universidades públicas. Os cortes nos investimentos mostram, de acordo com ele, que existe uma classe interessada em deter o crescimento da ciência no País.

— A primeira coisa que o governo fez depois do “golpe” foi acabar com o Ministério da Ciência e Tecnologia. Não é questão de falta de recursos, pois o Itaú teve 200 milhões de suas dívidas perdoadas. Os ruralistas também tiverão perdão de dívidas. Se ficarmos esperando que outro Darcy venha, vamos perder o bonde. A ciência precisa de representatividade — disse.

 

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Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)

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