15/06/18

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Campos dos Goytacazes (RJ), quinta-feira, 14 de junho de 2018 – Nº 3.804

Petróleo, Soberania e as Implicações para o RJ em debate na UENF

A UENF promoveu na última quarta-feira, 13/0618, como parte das comemorações pelos seus 25 anos, o workshop “Petróleo, Soberania e as Implicações para o Rio de Janeiro”. O evento, realizado no Centro de Convenções Oscar Niemeyer, contou com a presença do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, hoje diretor do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) e o professor Carlos Alberto Dias, idealizador do primeiro curso do Brasil na área de engenharia de petróleo: o curso de Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo da UENF. Também participaram o secretário de Desenvolvimento Econômico de Campos, Felipe Quintanilha, e o coordenador (licenciado) da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel. O evento foi mediado pelo reitor da UENF, Luis Passoni.

Sérgio Gabrielli

Presidente da Petrobras durante quase sete anos (2005-2012), Gabrielli exaltou a importância do Brasil no cenário mundial da produção de combustíveis e falou sobre a cadeia do petróleo no mundo nos últimos 100 anos.

— O Brasil é a joia da coroa nesse momento. Porque o pré-sal brasileiro é o maior reservatório novo no mundo nos últimos 30 anos e tem um potencial exploratório gigantesco. Portando, o pré-sal brasileiro é um grande lugar para qualquer grande empresa estar. Se o Estado não faz sua parte é preciso que a sociedade se mobilize pelo nosso petróleo, caso contrário, vamos receber royalties em forma de migalhas — disse Gabrielli.

Carlos Alberto Dias defendeu a Petrobras. Segundo ele, a empresa continua a ser uma instituição eficiente.

Carlos Alberto Dias

— Uma das nossas heranças recentes de sobrevivência reside na criação da Petrobrás. Ela não deixa de ser nossa instituição mais eficiente. A Petrobras precisa ser apoiada e defendida. Não podemos confundir desvios de conduta que possam ter havido por algumas pessoas com a instituição — complementou Dias.

Felipe Quintanilha destacou o mau uso dos royalties no Norte Fluminense. Para ele, os recursos deveriam ter sido usados no desenvolvimento sustentável.

— Os royalties não serviram para que a partir da abundância de recursos nós pudéssemos buscar o desenvolvimento sustentável. Esse talvez seja o grande fator de preponderância da crise dos royalties de petróleo no dia a dia do cidadão campista, macaense e sanjoanense — disse Quintanilha.

José Maria Rangel

José Maria Rangel frisou o papel de desenvolver o estado brasileiro que a Petrobrás tem e citou números. Segundo a FUP, no estado do Rio de Janeiro, a Petrobrás opera em cinco aeroportos e tem mais de 70 plataformas.

— A Petrobras tem o papel de desenvolver o estado brasileiro. Ela tem o papel social em todas as cidades aonde atua. Cabe a nós pressionar a Petrobras para ela voltar a investir nos campos maduros. E cabe ao poder público entender que dinheiro de royalties deve ser revertido em benefício da população — destacou Rangel.

O coordenador da FUP também falou dos ataques sofridos pela Petrobras.

— A Petrobras sofreu durante três anos ataques que outra empresa qualquer não suportaria. Desde 2014 a Petrobras é alvo de calunias, com falso discurso de combate à corrupção — complementou.

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Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)

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