18-08-17

logo-informativo.jpg-melhorado-PARA-PORTAL

Campos dos Goytacazes, sexta, 18 de agosto de 2017. Nº 3.715

Comunidade interna discute situação da UENF

Professores, alunos e técnicos da UENF se reuniram na manhã desta sexta-feira, 18/08/17, no Centro de Convenções Oscar Niemeyer, para discutir a situação atual e as perspectivas da Universidade. A mesa-redonda, que contou com a participação de representantes da Associação dos Docentes da UENF (Aduenf), Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), Associação dos Pós-Graduandos (APG) e Diretório Central dos Estudantes (DCE), fez parte da programação de aniversário da Universidade, iniciada na terça-feira, 15/08/17.

O deputado federal Celso Pancera (PMDB-RJ), um dos participantes do evento, relatou as ações que realizando no sentido de dar visibilidade à crise no Estado do Rio de Janeiro. Uma delas foi uma audiência pública para discutir a questão da Faetec, com a presença dos deputados federais do Estado do Rio. Segundo ele, também deverá ser feita uma audiência, nos mesmos moldes, par discutir a questão das universidades.

– O pessoal da Uerj decidiu continuar a greve , porque não tem como funcionar neste cenário, e nós estamos dando todo apoio. Podem contar com o meu apoio também – disse.

Segundo a presidente da Aduenf, Luciane Silva, os professores deverão realizar uma assembleia na próxima quarta-feira, 23/08/17, para decidir se continuam ou não a greve. Ela informou que, enquanto a Uezo decidiu sair da greve e voltar para o estado de greve, retomando as aulas segunda-feira, a Uerj manteve a greve e deverá realizar nova assembleia no dia 24/08/17.

O aluno Gilberto Gomes, diretor do DCE, disse que a questão da desmobilização dos estudantes é um fato que não pode ser visto isoladamente, pois está diretamente ligado à evasão estudantil.

– O primeiro estudante a evadir da Universidade quando não recebe as bolsas ou quando o restaurante não funciona é o estudante pobre. E é justamente este estudante pobre que faz mobilização. Os estudantes que estão indo embora são aqueles que sempre lutaram por esta universidade – disse.

Cristiano Peixoto Maciel, do Sintuperj, disse que, se nada for feito para reverter a situação atual, toda uma geração estará comprometida.  Ele defendeu uma maior mobilização interna dos servidores.

– Este não é um momento de situação ou oposição. É um momento da UENF. Primeiro temos que nos fortalecer aqui dentro, para sermos fortes lá fora – disse.

O reitor da UENF, Luís Passoni, criticou o pacote de recuperação fiscal do governo federal que, segundo ele, não vai resolver os problemas do Rio. Na sua opinião, já está claro que o problema do estado não é a máquina inchada ou salários astronômicos dos servidores, mas sim a falta de receita. No entanto, o pacote não aponta formas de dinamizar a economia do Estado.

– Estamos com muita dificuldade para manter as atividades essenciais da Universidade. Desde o início de 2016 estamos funcionando de forma capenga. Há tempos estamos trabalhando com um número muito reduzido de servidores nas atividades administrativas e estas pessoas estão exauridas, com problemas psicológicos devido aos atrasos dos pagamentos – disse.

Reitor da UFRJ diz que país vive estado de exceção

Ele foi um dos debatedores da mesa-redonda ocorrida na tarde desta quinta-feira na UENF, como parte da programação de aniversário da UENF

Ao participar da mesa-redonda intitulada “O ensino superior publico no cenario politico nacional”, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, disse que a crise das universidades estaduais do Rio de Janeiro constitui um sinal de alerta para o que esta sendo feito no país. Segundo Leher, o Brasil está vivendo um estado de exceção.

– E neste estado de exceção, existe muita violência contra a juventude. De 2005 a 2015, foram assassinados 318 mil jovens no Brasil, sendo 60% negros.  Este indicador dá uma escala da problemática da situação no Brasil. É importante que neste contexto tão áspero possamos pensar na função social da educação pública para o País. Sobretudo quando temos a degradação destas instituições, pensar nas consequências reais disto para a população – disse.

O reitor do Instituto Federal Fluminense (IFF), Jéferson Manhães de Azevedo, disse que o projeto dos institutos federais de educação encontra-se, neste momento, sob risco. Ele observou que, a partir de 2016, os institutos federais de educação passaram a atuar não só nas capitais como também em muitas cidades do interior do País.

– Isso atualmente vem sendo questionado, é claro. Dizem que foi mal planejado, que é um projeto muito caro e não cabe no Estado brasileiro – disse.

O reitor da UENF, Luis Passoni, que mediou a mesa redonda, disse que o Brasil tomou o caminho errado e que, se isto não for revertido, serão agravados os problemas sociais. Segundo Passoni, o fato de 75% das matrículas no ensino superior estarem em instituições privadas mostra que hoje, no Brasil, a educação não é considerada mais um direito mas um serviço.

Roberto Leher defendeu a autonomia de gestão financeira das universidades públicas do Estado do Rio, conforme consta na Constituição Estadual. Segundo ele, as universidades não podem se partidarizar, mas também não podem ser apolíticas.

– A Universidade deve ser rigorosa e objetiva na produção do conhecimento, mas não podemos aceitar a neutralidade ética. Quando se silencia a Universidade perde a força – afirmou.

Antes da mesa-redonda, foi realizada a palestra intitulada “A solução da crise no RJ é federativa”. O palestrante foi o professor Bruno Sobral, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Nesta sexta, 18-08-17, a partir das 9h, será realizada a mesa-redonda “Situação atual e perspectivas para a Universidade”, com a participação da Reitoria, Aduenf, Sintuperj, APG e DCE.

Corrida da UENF estreia em comemoração aos 24 anos

A convite da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX), um grupo animado e bem disposto se encontrou ontem, 17/08/17, às 8h, para a primeira edição da Corrida da UENF, evento que faz parte das comemorações dos 24 anos da instituição. Além de proporcionar bem-estar aos participantes, a corrida também serviu como posto de arrecadação de alimentos que comporão as cestas básicas que estão sendo distribuídas todas as sextas feiras aos servidores estaduais, numa iniciativa do SINTUPERJ e MUSPE.

– Muito legal este evento! Além de saudável, é uma forma de confraternização entre colegas da UENF e que quase não se veem no dia a dia. Acreditamos que vai fazer parte do calendário oficial das comemorações de aniversário da Universidade – afirmou a professora Ana Bárbara, assessora da PROEX.

Após um breve aquecimento, alunos, técnicos e professores partiram para o percurso de cerca de 3 quilômetros por toda a extensão do campus Leonel Brizola. A prefeitura de Campos, através da Secretaria de Saúde, disponibilizou uma ambulância que deu apoio aos participantes durante o trajeto, caso fosse necessário. A equipe de Educação Física da UENF coordenou os trabalhos e a organização.

– Pretendemos fazer mais eventos como esse. Temos a possibilidade de fazer também uma Corrida de Orientação e a Corrida de Caça ao Tesouro. Esta última é feita em grupos e com a participação de familiares – informou o professor Guilherme Cortes.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)

Gerência de Comunicação (ASCOM)
Av. Alberto Lamego, 2.000 – Parque Califórnia – Campos (RJ)
Telefones: Ascom: (22) 2739-7815 / 2739-7813
Reitoria: (22) 2739-7003
Email: uenf@uenf.br
Gerente de Comunicação: Marco Antônio Moreira