08/07/17

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Campos dos Goytacazes, sábado, 08 de julho de 2017. Nº 3.697

Mesa-redonda debate financiamento à ciência

Ao participar na tarde da última sexta-feira, 0707/17, da mesa-redonda “Financiamento da pesquisa em instituições públicas brasileiras”, a nova presidente da Faperj, Maria Isabel de Castro Silva – que assumiu o cargo esta semana – disse que este é o momento propício para que sejam implementadas mudanças na gestão da ciência e tecnologia no país, com foco na aproximação com o setor privado.

– Toda crise leva à inovação, a uma reestruturação para que possamos fazer diferente. Essa é a nossa oportunidade de fazer a diferença. Todos os pontos de como fazer pesquisa têm que ser remodelados – disse.

Segundo Maria Isabel, a Faperj tem como missão tentar estreitar a distância que existe entre os pesquisadores e o setor privado. Ela ressaltou ainda a necessidade de colocar as pesquisas “na vitrine”, ou seja, fazer com que a sociedade saiba o que os laboratórios de pesquisa estão desenvolvendo. Na sua opinião, a divulgação das pesquisas pode atrair a parceria da iniciativa privada.

– Estamos produzindo o primeiro mapa de georreferenciamento da ciência no Estado. Conseguimos identificar todas as instituições, onde estão localizados os laboratórios e o que cada um tem para ofertar. Vamos nos reconhecer, saber o que cada um está fazendo. Com isso vamos conseguir aporte financeiro para as instituições – afirmou.

A mesa-redonda integrou o último dia do IX Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica (CONFICT) e II Congresso Fluminense de Pós-Graduação, que reúne a UENF, o IFF e a UFF. A mesa teve a mediação do superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campos, Romeu e Silva Neto, que deu informações sobre o Programa Municipal de Bolsas de Iniciação Científica, que está sendo implementado.

– Vamos conceder 50 bolsas de IC para estudantes desenvolverem pesquisas sobre a região. Também estamos criando um fundo privado para a ciência e tecnologia, bem como adequando o Fundecam para que também possa atuar como um agente de fomento nesta área – disse.

O presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies), Fernando Peregrino, disse que a crise da ciência e tecnologia é estrutural e independe de quem esteja à frente do País.

– A crise vem de longe, apontando a insolvência do estado brasileiro – disse, apontando como evidência o fato de o país gastar 45,11% de sua arrecadação com juros e amortização da dívida, que hoje está na faixa do R$ 4 trilhões. Ele observou que a PEC 55, que limita os gastos públicos em 20 anos, só não incide sobre a dívida pública. Criticou ainda a alta taxa de juros brasileira, de 14%, muito acima de países desenvolvidos, onde fica perto do zero.

– O Brasil está perdendo sua indústria. E é a indústria que demanda tecnologia, inovação. Sem indústria, não há salvação para o Brasil – afirmou.

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Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)

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