11/04/17

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Campos dos Goytacazes, terça, 11 de abril de 2017. Nº 3.672

Secretário de C&T: não há previsão para pagamentos

Nenhuma previsão de pagamento. Foi esta a informação que o secretário de estado de Ciência e Tecnologia, Pedro Fernandes, trouxe  para todos que o esperavam na manhã da última segunda-feira, 10/04/17, na UENF.  Ao chegar ao campus universitário, o secretário se deparou com manifestantes que gritavam palavras de ordem reivindicando melhorias para o enfrentamento das condições precárias, tanto no âmbito salarial (incluindo bolsas e ajudas de custo) quanto estrutural – principalmente no que se refere ao pagamento da única empresa terceirizada que ainda faz serviços de limpeza e manutenção da Universidade, bem como à situação da segurança e diversos outros problemas enfrentados no dia a dia.
Pedro Fernandes estava acompanhado do deputado estadual Bruno Dauaire, que preside a Frete Parlamentar de Apoio à UENF, com quem cumpriu agenda na Escola Técnica Estadual João Barcelos Martins – FAETEC.  Na UENF, eles foram recebidos por representantes da Reitoria, diretores do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos (Sintuperj), Associação dos Docentes (Aduenf) e estudantes (Diretório Central-DCE e Associação dos Pós-Graduandos-APG). Ainda no hall de entrada da Reitoria, o reitor Luis Passoni e representantes do Sintuperj deram as boas vindas ao secretário, que proferiu algumas palavras para todos os presentes e também para a imprensa que o aguardava no local.
Embora a presença do secretário pudesse representar indícios de boas notícias, isso não aconteceu. O que se ouviu foi novamente a explicação de que a grave crise que atravessa o Estado não permite ao secretário fazer previsões de pagamentos de salários (dois meses de salários e mais o décimo terceiro) e bolsas em atraso, sendo esta sua principal meta antes de qualquer outro problema. Outra preocupação do secretário é com o pagamento das empresas terceirizadas que garantem o pleno funcionamento da universidade, evitando desta forma a evasão de alunos e a descontinuidade de cursos. Pedro Fernandes elogiou o posicionamento do Conselho Universitário da UENF que deliberou sobre a retomada das aulas em março, mesmo sabendo das limitações estruturais da universidade.
Após reunião com a empresa Ferthymar (responsável pelos serviços de limpeza), secretário e reitor seguiram para outra reunião, desta vez com diretores dos Centros universitários da UENF, Sintuperj, pró-reitores, Aduenf e representantes do DCE e APG. Por ordem das falas, o secretário foi ouvindo de cada integrante da reunião as diversas solicitações, que se iniciaram pela questão dos salários e bolsas atrasados, através da pró-reitora de Pesquisa e Pós Graduação, Rosana Rodrigues. A diretora do Sintuperj, Maristela Lima, destacou o amor e comprometimento da grande maioria dos servidores que, mesmo a duras penas, cumprem seu papel mantendo o funcionamento da universidade e reiterou que muitos passam por graves problemas financeiros, como corte do fornecimento de luz e água, dívidas, negativação de CPF, falta de itens básicos, falta de dinheiro para vir trabalhar e outros ainda com problemas de depressão e baixa estima devidos aos atrasos.
O professor José Frederico Silva, diretor do CCTA, chamou a atenção para o quesito segurança no campus e na unidade localizada no Colégio Agrícola Antonio Sarlo, bem como os prejuízos oriundos de algumas ações de bandidos. O professor ouviu do deputado Dauaire que já existe uma agenda com o Comando Geral da Polícia Militar na próxima semana, quando será discutido este assunto especificamente, tratando inclusive, de uma proposta de criação de uma base especial da PM dentro do campus Leonel Brizola. Aproveitando o assunto, a pró-reitora de Graduação, Marina Suzuki, relatou que, aliados à falta de segurança, outros fatores comprometem a permanência dos alunos na universidade, como o atraso das bolsas e o não funcionamento do restaurante universitário. Outros assuntos pontuais estiveram na pauta como: o reajuste e a regularização das bolsas e a burocratização que engessa a administração pública.
A crise desencadeou também uma série de processos nocivos à Ciência e Tecnologia do estado do RJ, trazendo descrédito e desconfiança de investidores e agências de fomento. “Toda produção de conhecimento está em risco nesse momento. Podemos ter perdas incalculáveis para um dos estados com maior potencial intelectual do país, destacou o professor Edson Corrêa, que representou do Centro de Ciência e Tecnologia (CCT).
Após ouvir a representante da Aduenf,  Luciane Silva, o secretário agradeceu a forma como foi recebido e reafirmou suas metas principais: regularizar os salários e bolsas e pagar fornecedores e empresas terceirizadas. Acrescento, porém, que os próximos dias serão muito importantes para Estado como um todo, e que, sem o acordo de recuperação com o Governo Federal, a situação se agrava de tal forma que o Estado não conseguirá arcar com as folhas de pagamentos de vários meses, atrasando ainda mais os salários e bolsas. “Estamos empenhados em garantir o acordo com o governo federal, pois é a única forma de superarmos este momento, se isso não acontecer, não chegamos ao final do ano”, concluiu.
Ao final da reunião, o secretário foi convidado a conhecer o Centro de Convenções da UENF, obra assinada por Oscar Niemeyer, onde recebeu do reitor Luis Passoni decisão do Conselho Universitário que decreta Estado de Calamidade na UENF. 
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Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)

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