20/05/16

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Campos dos Goytacazes, sexta, 20 de maio de 2016. Nº 3.590

Falta de ração ameaça pesquisas sobre aves na UENF

LD4A5210menorCriado em 2011, o Criatório de Emas da UENF está correndo sério risco de interrupção de suas pesquisas devido à falta de ração para os animais. As aves — 80 a 90 exemplares, entre emas, emus e um avestruz — estão sendo alimentadas graças ao empenho de duas pesquisadoras, que desde o início do mês pagam do próprio bolso o milho, farelo de soja e ração de cavalo que alimenta os bichos.

Segundo a responsável pelo setor, professora Karoll Andrea Afonso Torres Cordido, do Laboratório de Zootecnia da UENF (LZO), a empresa que fornece os alimentos parou de fazer as entregas em abril por falta de pagamento. Desde que a ração acabou, no início de maio, ela e a professora Adriana Jardim, do Laboratório de Sanidade Animal (LSA), que também atua no setor, vêm arcando sozinhas com as despesas, que chegam a R$ 90 por dia.

— É uma pena que isso esteja acontecendo. Estamos em um momento de crescimento. Se eu soubesse que iriamos ficar sem ração para os animais não teria investido na reprodução para chegar a este número de aves, necessário para a realização das pesquisas que estão em andamento — disse, lembrando que  o atual plantel é o resultado de dois ciclos de postura e incubação de ovos férteis, o primeiro em 2014 e o último em 2015.

LD4A5147 (1)Diversas pesquisas são realizadas no Criatório de Emas da UENF, reunindo pesquisadores, doutorandos, mestrandos e alunos de graduação com bolsa de Iniciação Científica, além de bolsistas do ensino médio no âmbito do Programa Jovens Talentos, do Governo do Estado. São pesquisas nas áreas de Zootecnia, Sanidade Animal, Parasitologia, entre outras.

— Para estes animais estarem aqui agora tivemos um trabalho de dois anos, manejando de forma adequada as máquinas de incubação, aprimorando a dieta dos reprodutores e o manejo dos filhotes, adequamos tudo até conseguir chegar ao padrão necessário para a realização dos experimentos. Se tivermos que sacrificar os animais, todo esse trabalho será perdido — afirma Karoll.

O projeto original, que deu início ao Centro de Estudos de Aves da UENF, começou com um emário e era coordenado pelo professor Francisco Carlos Rodrigues de Oliveira que ergueu as instalações com recursos da Faperj e do CNPq, respeitando todas as regras do Ibama para criação de animais silvestres brasileiros, como é o caso da ema.

A Reitoria informou que solicitou a retomada do fornecimento de ração mediante o pagamento de uma parcela em atraso e a negociação das demais parcelas. No entanto, a empresa informou que não tem interesse em continuar a fornecer o produto, em função da “imprevisibilidade dos pagamentos”. Quem quiser ajudar deve entrar em contato com a professora pelo email karoll@uenf.br

Secretário de C&T recebe representantes sindicais e estudantis

A pedido da Reitoria da UENF, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gustavo Tutuca, recebeu na última quarta-feira, 18/05/16, para uma reunião na Secti, representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Associação dos Pós-Graduandos (APG), Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos (Sintuperj) e Associação dos Docentes da UENF (Aduenf).

Durante a reunião, os representantes das entidades discutiram as demandas de cada categoria. Segundo a presidente da Aduenf, Maria Angélica da Costa Pereira, a reunião na Secti gerou informações sobre a solução de alguns problemas, mas não a sua totalidade, como era almejado pela categoria.

Ficou acertado, por exemplo, que será feito um encontro de contas do Estado com a Ampla para o pagamento do saldo devedor da UENF. Outro ponto importante foi a promessa de que a partir de agosto será normalizado o pagamento dos bolsistas. Também foi abordada a doação da Assembleia Legislativa (Alerj), via Comissões de Educação e Orçamento, da quantia de R$ 1,5 milhão para socorrer a UENF.

— É uma quantia pequena, mas vem em hora certa e toda ajuda é bem vinda — disse Angélica.

Segundo ela, a questão do aumento salarial não foi tratada, pois se trata de uma pauta unificada dos servidores públicos. O Movimento Unificado dos Servidores Públicos do RJ já se encontra em tratativa com o governador em exercício Francisco Dornelles.

Os representantes sindicais e estudantis deixaram com o secretário um apanhado de abaixo-assinados em defesa da UENF, colhidos em Campos e cidades vizinhas, num total de 10 milhões de assinaturas. Ainda estão sendo colhidas novas assinaturas, como ocorrerá neste fim de semana no Shopping Boulevard, em Campos.
— A Aduenf fará uma Assembleia em data a ser marcada para passar informações aos professores. Estamos trabalhando juntos com a Reitoria para que possamos ter de volta a normalidade. Mas sem as contas basicas pagas torna-se uma tarefa difícil o retorno, por que inviabiliza a rotina laboral da instituição — disse.

UENF capta recursos para projeto com idosos

Sete núcleos pela cidade e interior atenderão 1.400 pessoas

Vida Saudável3O Ministério do Esporte acaba de aprovar para a UENF cerca de R$ 1,5 milhão para implantar sete núcleos de esporte recreativo e de lazer para atender um total de 1.400 idosos na cidade, na periferia ou no interior de Campos. Em meio à crise financeira do Estado, o projeto, coordenado pela professora Rosalee Santos Crespo Istoe – do Laboratório de Estudos da Educação e da Linguagem (LEEL/CCH) –, foi selecionado em primeiro lugar no Estado do Rio, conforme edital do programa “Vida Saudável”.

A iniciativa amplia uma experiência de quatro anos já desenvolvida pela UENF com a Terceira Idade. Além do próprio campus, os núcleos funcionarão nas vilas olímpicas Valdir Pereira, (Parque Guarus), Amaro Silveira (Parque Santa Clara), Lulu Beda (Jardim Carioca), na Fundação Municipal de Esportes, na Superintendência de Igualdade Racial da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e na comunidade quilombola de Conceição do Imbé.

O projeto articula a UENF com três órgãos municipais que também já desenvolvem políticas públicas voltadas para o bem-estar dos idosos: Secretaria Municipal do Esporte, Superintendência do Idoso e Superintendência da Igualdade Racial. Segundo a coordenadora, professora Rosalee Istoe, o arranjo institucional poderá incorporar outros parceiros ao longo da execução, a exemplo das instituições públicas e privadas de ensino superior. Os núcleos abrigarão atividades “sistemáticas” (oficinas) e “assistemáticas” (eventos) nos âmbitos esportivo, recreativo, educativo e social atendendo a idosos acima de 60 anos.

Equipe – Ao todo, 36 profissionais estarão dedicados ao desenvolvimento do projeto, sendo um coordenador geral, sete coordenadores pedagógicos, sete coordenadores de núcleo e 21 agentes sociais (das diversas áreas da saúde e educação).

Além da coordenadora, proessora Rosalee Istoe, a elaboração do projeto teve a participação da pós-doutoranda Fernanda Castro Manhães e dos técnicos Nilza Franco Portela e Paulo Roberto Moreira.

O valor global é de R$ 1,487 milhão, dos quais R$ 1,458 milhão vêm do Ministério do Esporte e R$ 29,17 mil constituirão a contrapartida da UENF. A vigência será de 24 meses, a partir de junho, após a assinatura do convênio entre a Universidade e o Ministério do Esporte.

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Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)

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