18/12/13

Informativo da UENF

Campos dos Goytacazes, quarta, 18 de dezembro de 2013 – Nº 3.215

Capes autoriza doutorado em Cognição e Linguagem na UENF

Universidade tem segunda boa notícia sobre pós-graduação em uma semana; primeira turma pode começar já em março

Antonio Teixeira do Amaral Junior, pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UENF

Amaral: ‘amadurecimento do grupo’

O Programa de Pós-Graduação em Cognição e Linguagem da UENF, que desde 1999 oferece curso de mestrado e teve nota elevada de 3 para 4 na avaliação da Capes divulgada semana passada, está autorizado a iniciar também o curso de doutorado. A notícia foi confirmada nesta quarta, 18/12/13, pela Capes, que atendeu à argumentação apresentada pela UENF. A primeira turma de doutorado em Cognição será formada em breve para iniciar atividades em março de 2014.

Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Antônio Teixeira do Amaral Junior, a criação do doutorado em Cognição e Linguagem (o 11º da UENF e o segundo oferecido pelo Centro de Ciências do Homem) representa o êxito de um conjunto de ações articuladas da gestão para o desenvolvimento da pesquisa e pós-graduação da UENF.

– Houve um amadurecimento do grupo envolvido no Programa com conquistas importantes em editais da Faperj, do CNPq e da Capes. A própria revista InterScience Place, oriunda da Coordenação do Programa, atualmente possui qualificação B1 na Capes. O Programa possui forte inserção regional, constituindo-se na segunda maior demanda para ingresso na Pós-Graduação da UENF – avalia Amaral.

Segundo o pró-reitor, o corpo docente do programa foi fortemente motivado pelo coordenador, professor Carlos Henrique Medeiros de Souza, que apresentou proposta considerada de forte interesse para o avanço institucional. A proposta foi defendida e aprovada nos colegiados e, na sequência, enviada à Capes. Amaral conta que, em um primeiro momento, a Capes fez algumas considerações, que suscitaram novas ponderações da UENF e, afinal, a autorização para funcionamento já em 2014.

O mestrado em Cognição e Linguagem nunca tinha superado a nota 3 atribuída quando do seu credenciamento, em 1999, e chegou a correr risco real de descredenciamento.

– Mas o Carlos Henrique permitiu que fizéssemos um trabalho em conjunto, o que foi motivador para o grupo. Em se tratando de pós-graduação, é fundamental o diálogo da gestão central com as coordenações, que se irradia para o conjunto de atores dos programas. Isso permite rever caminhos, romper preconceitos, pensar e se posicionar para o futuro – opina Amaral, que colocou sua experiência de sete anos como coordenador do programa de Produção Vegetal a serviço da interlocução com os coordenadores de todos os programas, vários deles premiados com notas elevadas.

Esta é a segunda boa notícia para a pós-graduação da UENF em uma semana. Na nova avaliação trienal da Capes, divulgada em 10/12/13, a Universidade conquistou pela primeira vez a nota de excelência (6, na escala de 1 a 7) e o reconhecimento do nível internacional. Foi o que ocorreu como Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas. Além da Genética e da própria Cognição, a avaliação trienal da Capes também foi ascendente para os programas de Ecologia e Recursos Naturais – que subiu de 4 para 5 – e ainda de Biociências e Biotecnologia e Políticas Sociais, que subiram de 3 para 4. Cinco programas mantiveram as notas do triênio anterior: Produção Vegetal (5), Engenharia e Ciência dos Materiais (4), Engenharia Civil (4), Ciências Naturais (4) e Engenharia de Produção (3). A nota caiu de 4 para 3, cabendo recurso, nos programas de Ciência Animal, Engenharia de Reservatório e de Exploração e Sociologia Política.

Planejamento de novos avanços – Atualmente, segundo o pró-reitor Amaral, há uma pauta “candente” movimentando a Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação. O conjunto de coordenadores foi dividido em Grupos de Trabalho (GTs), sendo que em cada grupo foi eleito um coordenador-motivador. Os Grupos de Trabalho – centrados nos temas Internacionalização, Mobilidade e Web – já estão se organizando e ações já estão em fase de desenvolvimento.

De acordo com Amaral, vislumbra-se a perspectiva de se adotar o mestrado com ingresso direto e o doutorado direto como oportunidade para alavancamento dos conceitos dos Programas das Engenharias. A internacionalização tem sido outra meta a ser perseguida, sendo que os primeiros trabalhos do grupo já vislumbram a meta de que 20% dos doutorandos estejam continuamente realizando estágio sanduíche nas melhores universidades do mundo. Também o doutorado reverso foi tema discutido pelos GT’s e apoiado pela Faperj. No que se refere a Web, diversas propostas têm sido articuladas.

Decisão e ‘choque de gestão’

Carlos Henrique Medeiros e Souza, coordenador do programa de pós-graduação em Cognição e Linguagem da UENF

Carlos Henrique: ‘Cada um no seu papel’

Implantado em 1999, só agora o programa de Cognição e Linguagem da UENF conseguiu subir na avaliação da Capes, passando de nota 3 para 4. A Gerência de Comunicação (ASCOM) ouviu o coordenador do programa, Carlos Henrique Medeiros de Souza, sobre o avanço. Confira:

ASCOM UENF: O que foi determinante para a Capes autorizar o doutorado?

Carlos Henrique: Primeiro foi a coragem de um pequeno grupo, porém muito forte e decidido a buscar uma melhoria na qualidade de nossa pesquisa e na formação de novos pesquisadores. Também acreditamos ser determinante “um choque de gestão” no âmbito do programa, ou seja, cada sujeito deve entender seu papel (professor/aluno e apoio administrativo) e desenvolvê-lo com maior dedicação possível. Não podemos esquecer o apoio estratégico e fundamental da Reitoria e Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação, pois sem este seria muito difícil cumprir os prazos para submissão do projeto e a realização dos diversos eventos internacionais que aconteceram em 2012 e 2013.

ASCOM UENF: Que mudanças de rota vocês adotaram para melhorar a nota de 3 para 4 e se credenciarem a oferecer o doutorado?

Carlos Henrique: Acredito que o mais importante foi a mudança de atitude da equipe de professores e alunos. Sabemos que todos se esforçaram, houve um crescimento substancial da produção científica em periódicos qualis e eventos nacionais e internacionais. Os colegas entenderam a importância da visibilidade de nossas dissertações. Não podemos esquecer a revista Interscienceplace, que hoje é B1 em diversas áreas do conhecimento e que caminha para alcançar um conceito ainda maior. Diante disso não nos resta dúvida de que a nota 4 foi consequência destes fatos.

ASCOM UENF: Informa o professor Amaral, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, que a Cognição tem a segunda maior demanda regional entre os programas da UENF. Vocês têm noção do perfil dessa demanda? Quem são estes candidatos? De que áreas vêm?

Carlos Henrique: Visamos formar profissionais que não se limitem à perspectiva de suas áreas de formação inicial, mas sim que possam atuar nas diversas áreas contempladas no programa, estando plenamente capacitados a usar uma abordagem interdisciplinar em sua atuação em diferentes áreas de estudo dos fenômenos da cognição e da linguagem e tendo conhecimento das principais ferramentas metodológicas e dos principais conteúdos disciplinares que podem ser aplicados ao estudo de tais fenômenos. Por se tratar de um curso da área interdisciplinar, recebemos candidatos com formação nas diversas áreas do conhecimento oriundos da rede publica e privada dos diversos setores produtivos da região Norte e Noroeste Fluminense , Sul do Espirito Santo e Sudeste de Minas.

ASCOM UENF: Quando ocorrerá a seleção para o doutorado e quando ocorrerá a primeira aula?

Carlos Henrique: Esperamos abrir o edital em janeiro e fazer a seleção em fevereiro, se tudo der certo nos trâmites internos da UENF. Já estamos nos organizando para que tudo corra bem e que os novos alunos possam iniciar o curso junto com os alunos dos outros programas da UENF, conforme calendário acadêmico da Universidade.

‘Forró em Cambaíba’ é exibido na UENF

Lucas, Pedlowski e Vitor: debate sobre conflitos

Lucas, Pedlowski e Vitor: debate sobre conflitos

Depois de ser lançado na UFF – Campos, o documentário “Forró em Cambaíba”, produzido pelo jornalista Vítor Menezes e equipe, foi apresentado ao público da UENF nesta terça, 17/12/13, na Sala de Cinema do Centro de Convenções Oscar Niemeyer. Após a exibição, houve debate com a participação do próprio Vítor Menezes, do professor Marcos Antônio Pedlowski (Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico do CCH/UENF) e do estudante Lucas Moretz-Sohn, do curso de Agronomia.

O documentário, elaborado com apoio do Sindipetro NF, registra a madrugada da ocupação do MST nas terras da antiga usina Cambaíba, em Campos, ocorrida aos 02/11/12. Também são abordados aspectos históricos ligados ao mundo do trabalho na produção do açúcar, o papel do líder Cícero Guedes dos Santos (que viria a ser assassinado aos 26/01/13) e a denúncia de que os fornos da usina teriam sido utilizados durante a ditadura militar para queimar corpos de militantes políticos de esquerda.

O filme contém registros da participação de Cícero no processo de ocupação e depoimentos de personagens ligadas ao mundo do açúcar em Campos, incluindo antigos funcionários da usina, estudiosos e a vereadora e ex-diretora da usina Cecília Ribeiro Gomes.

Recesso de fim de ano na UENF

O recesso de final de ano na UENF começa na próxima segunda, 23/12/13, e se estende até 03/01/14. A Portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro de 11/11/13. Haverá ponto facultativo especificamente na Universidade nos dias 23, 26, 27 e 30 de dezembro de 2013 e nos dias 2 e 3 de janeiro de 2014. Nos dias 24 e 31/12/13 o ponto deverá ser facultativo em todas as repartições do estado. Mas o expediente será normal, sob a responsabilidade dos respectivos chefes, nos setores cujas atividades não possam ser suspensas em virtude de exigências técnicas ou por motivo de interesse público.

Os servidores que aderirem ao recesso de final de ano compensarão os dias com uma jornada especial nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2014, de modos que totalize 48 (quarenta e oito horas), não devendo ultrapassar a dez horas a jornada de trabalho diária do servidor.

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