11/12/13

Informativo da UENF

Campos dos Goytacazes, quarta, 11 de dezembro de 2013 – Nº 3.213

Pós-graduação da UENF atinge nível internacional

Na escala de 1 a 7, Programa de Genética e Melhoramento de Plantas recebe nota 6 na avaliação da Capes; outros quatro programas da UENF têm elevação de nota

gráfico da avaliação da pos-graduacao

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Com elevação de nota em cinco programas em relação ao triênio anterior, a pós-graduação da UENF acaba de atingir nível internacional na avaliação da Capes, órgão responsável pelo credenciamento e avaliação de cursos e programas em todo o país. O Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas, criado em 2004, teve sua nota elevada de 5 para 6. A escala da Capes varia de 1 a 7, sendo que as notas 6 e 7 são reservadas para os programas de qualidade internacional.

Todos os programas da UENF mantiveram o credenciamento, mas a avaliação também foi ascendente para os programas de Ecologia e Recursos Naturais – que subiu de 4 para 5 -, Biociências e Biotecnologia, Políticas Sociais e Cognição e Linguagem, que subiram de 3 para 4. Cinco programas mantiveram as notas do triênio anterior: Produção Vegetal (5), Engenharia e Ciência dos Materiais (4), Engenharia Civil (4), Ciências Naturais (4) e Engenharia de Produção (3). A nota caiu de 4 para 3, cabendo recurso, nos programas de Ciência Animal, Engenharia de Reservatório e de Exploração e Sociologia Política.

Silvério de Paiva Freitas - reitor da Uenf

Silvério: méritos à equipe

Silvério: méritos à equipe- A avaliação da Capes mostra que o esforço articulado da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação com as coordenações dos programas, aliado ao mérito dos professores, técnicos-administrativos e estudantes, deu resultado – analisa o reitor Silvério de Paiva Freitas, que considera os avanços “uma conquista de todos” e reconhece o apoio do governo do estado, especialmente da Faperj, na evolução da UENF.

Genética – Além de aumentar a visibilidade no Brasil e no exterior, o salto na avaliação permitirá ao programa de Genética e Melhoramento de Plantas da UENF obter mais bolsas para estudantes, mais recursos para pesquisas e abrirá caminho para a participação em editais específicos para programas de nível internacional.

– A Capes avalia muitos quesitos. Entre eles, o volume e a qualidade da produção científica, a situação dos egressos, os convênios internacionais, o tempo de titulação dos alunos e as publicações conjuntas entre estudantes e professores – explica a professora Rosana Rodrigues, coordenadora do programa, que reúne 15 professores credenciados.

Segundo Rosana, dez dos 15 docentes credenciados são bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e vários contemplados pelos programas “Cientista do Nosso Estado” ou “Jovem Cientista do Nosso Estado”, da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa). Trata-se, nos dois casos, de indicadores externos de produtividade científica.

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Rosana Rodrigues - 1200 x 1500

Rosana: passos para a inserção internacional

Os passos recentes da pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da UENF incluem o envio de estudantes para o exterior, a celebração de convênios internacionais e a ênfase na publicação de artigos científicos em revistas de impacto na área e em língua inglesa. Em 2012, por exemplo, a doutoranda Keila Silva da Cunha passou 12 meses fazendo pesquisas na University of Illinois, nos Estados Unidos. Entre as parcerias firmadas está uma cooperação a North Dakota State University e o desenvolvimento de projetos apoiados também pelo Conicet(Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, equivalente ao CNPq da Argentina), com vistas a intercâmbio de estudantes e docentes.

Os traços de internacionalização também se notam no perfil do corpo docente. Dos 15 professores credenciados pelo programa, 12 possuem experiência internacional – seja vinculada à realização, no exterior, do doutorado pleno, do pós-doutoramento ou de cursos de curta duração e treinamentos. Entre as instituições de destino no exterior estão University of FloridaUniversity of California, DavisIowa State University; USDA; Gottfried Wilhelm Leibniz Universität Hannover; e Harvard University.

Desde sua criação, o Programa já titulou 60 mestres e 38 doutores. Praticamente todos os doutores já estão no mercado de trabalho, tendo sido aprovados em concursos para universidades públicas ou instituições de pesquisa. O programa tem 69 estudantes matriculados em 2013, sendo 22 mestrandos e 47 doutorandos.

No último triênio (2010-2012) foram publicados pelos docentes e discentes no âmbito do programa 143 artigos em periódicos e 119 resumos expandidos em anais de eventos. Os docentes do programa têm captado recursos para o desenvolvimento de suas pesquisas em instituições de fomento como a Faperj, a Capes e o CNPq, o que, segundo a coordenadora, tem se refletido na melhoria das condições de pesquisa e na formação dos pós-graduandos.

Prioridade à elevação das notas

Ter bons professores e estudantes dedicados é fundamental; mas não basta

O êxito nas avaliações oficiais da pós-graduação pode ser comparado ao triunfo de uma equipe em um campeonato de futebol: é fundamental ter bons jogadores, mas também conta muito o trabalho de coordenação empreendido pela comissão técnica. No caso da pós-graduação, basta uma desatenção dos coordenadores na prestação de uma informação ou na observância de prazos para um programa promissor perder pontos.

Definindo como prioridade absoluta o avanço nas notas dos programas, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UENF, Antônio Teixeira do Amaral Junior (no cargo desde fevereiro de 2011), conta um pouco do que procurou fazer nestes últimos anos com este objetivo. O primeiro passo foi diagnosticar junto com os coordenadores e comissões de cada programa as ações de “absoluta necessidade” para elevar os conceitos no triênio 2010-2012.

Em cada caso particular houve um conjunto de recomendações, como readequação de linhas de pesquisa, reestruturação no preenchimento do Coleta Capes (software utilizado para compilar o conjunto de informações para a avaliação dos programas) ou mudança de caráter acadêmico para profissional ou realocação do programa em novo Comitê de Assessoramento (CA). O Programa de Biociências e Biotecnologia, por exemplo (que mantinha a nota 3 desde o triênio 2001-2003 e agora subiu para 4), migrou do CA Ciências Biológicas II para Ciências Biológicas I.

Uma conquista de especial importância para a evolução dos conceitos foi o consentimento da Capes no uso do recurso Proap (Programa de Apoio à Pós-Graduação) para a contratação de serviços de tradução técnica profissional de artigos para o inglês, prestados pela American Journal Experts (AJE), o que deve refletir em maior impacto internacional das publicações científicas da UENF. A UENF também se inseriu no Programa de Bolsas de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), da Capes, o que já viabilizou a saída de estudantes para conceituadas universidades da França, Austrália, Estados Unidos, Portugal, Alemanha e Japão.

A captação de recursos junto a agências de fomento também cresceu. Nos editais públicos da Faperj, por exemplo, a UENF captou R$ 18,84 milhões em 2010; R$ 26,06 milhões em 2011 e R$ 24,96 em 2012. Considerando os valores de 2007 (R$ 11,55 milhões), a UENF dobrou sua captação em cinco anos, sobressaindo-se como a terceira instituição mais captadora na Faperj, superada apenas pela UFRJ e Uerj, que são muito maiores. Algo semelhante ocorreu na Finep, que contemplou a UENF em editais de 2010 (R$ 1,55 milhao), 2011 (R$ 1,7 milhão), 2012 (R$ 1,51 milhão) e 2013 (R$ 2,2 milhões). Na Capes, das 347 bolsas de pós-graduação disponíveis, 102 foram obtidas nos anos 2011, 2012 e 2013.

– Não é possível resumir tudo em uma única fala, mas se pode dizer que uma boa avaliação é fruto da competência e da dedicação de professores e estudantes e de um trabalho exaustivo de acompanhamento e correções de rumo por parte das coordenações de programas e da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Agora mesmo, estamos planejando a pós-graduação para os próximos dez anos: nossos coordenadores se distribuíram em três grupos de trabalho para tratar de tópicos como internacionalização, mobilidade e visibilidade na WEB – explica Amaral, destacando ainda o conceito 4 obtido ano passado pelo mestrado profissional em Matemática, em uma escala de 1 a 5.

Ecologia atinge nota 5

Criado em 2004, já com conceito 4, o programa de Ecologia e Recursos Naturais tem centrado sua atenção na elevação do número de publicações por parte de seus professores e estudantes. Os alunos são incentivados a dominar o inglês e a se apresentar para oportunidades de experiência internacional – três deles estiveram recentemente em doutorados-sanduíche em universidades da Inglaterra ou da Austrália. Para o professor Carlos Ruiz-Miranda, coordenador do programa, estas iniciativas ajudam a explicar a nota 5 obtida nesta última avaliação da Capes.

Desmembrados do programa de Biociências e Biotecnologia, o mestrado e o doutorado em Ecologia e Recursos Naturais agregam hoje 15 professores permanentes, dos quais nove são bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq. Há ainda dois professores colaboradores externos e dois colaboradores da própria UENF. Em nove anos, o programa titulou 103 estudantes, sendo 73 mestres e 30 doutores. Atualmente existem cerca de 44 alunos matriculados.

– Mais recentemente pesquisadores do nosso programa têm conseguido publicações em periódicos internacionais importantes, como Nature e Science, o que deve contar para a avaliação do próximo triênio. Nossa meta é consolidar a posição que conquistamos, sobretudo aumentando o volume e o impacto de nossas publicações – estima Carlos Ruiz.

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