|
|
 |
Pesagro apresenta na Uenf pesquisas sobre biodiesel
Além de servir de matéria-prima para a produção de biodiesel, consumo humano e animal, a soja — quando consorciada com a cana-de-açúcar — pode ser uma excelente solução para a renovação do solo. Segundo o pesquisador Arivaldo Ribeiro Viana, da Pesagro-Rio, a soja fixa nitrogênio no solo, melhorando a produtividade da cana e amenizando a degradação que esta provoca no solo.
Arivaldo foi um dos palestrantes do curso “A inserção do biodiesel na região Norte Fluminense — Pesquisa com oleaginosas”, um dos mais concorridos da 3ª Semana do Produtor Rural da Uenf. Realizado na manhã da última quinta-feira, 02/08, o curso atraiu cerca de 60 participantes — muitos provenientes de municípios vizinhos, como Quissamã, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana e Itaperuna.
Os pesquisadores passaram aos participantes toda a experiência da Pesagro-Rio na produção de oleaginosas no Norte Fluminense, tendo em vista a fabricação de biodiesel. Além de Arivaldo, participaram do curso os pesquisadores Benedito Fernandes de Souza Filho, Vander Eustáquio de Bastos Andrade, José Marco Ferreira e Luís Rego de Moraes Filho, todos da Pesagro.
Segundo Arivaldo, há duas questões que precisam ser pensadas antes de iniciar o cultivo de oleaginosas visando a produção de biodiesel. A primeira é que o grande vilão do programa de biodiesel é a dificuldade em tornar o preço do produto competitivo com o dos combustíveis fósseis. A outra é que o cultivo de oleaginosas não será rentável se for limitado apenas à extração de óleo.
— Não se pode pensar apenas na viabilidade agronômica do processo. Só ela não é suficiente para respaldar o programa de biodiesel. É importante que se estude toda a cadeia produtiva — afirmou.
Segundo o pesquisador, as oleaginosas, em geral, têm ciclo curto: planta-se e colhe-se em no máximo cinco meses. Se o produtor não consorciar com outra cultura, nos outros sete meses do ano, terá prejuízos. No caso da soja, uma boa opção é rotacionar a cultura com a cana-de-açúcar.
Além disso, o percentual de óleo extraído da soja é de no máximo 50%, sendo necessário dar um destino rentável à massa que sobra. Esta pode ser destinada à fabricação de ração para animais, por exemplo, aumentando a renda do produtor.
— Produzir só óleo é muito caro. Mas se somar o óleo, a massa (ração) e a outra cultura consorciada, o produtor terá ganhos maiores. Mas nada disso pode ser feito de forma amadora, é preciso usar a tecnologia existente. Os produtores precisam trabalhar com orientação técnica — disse.
Leia
mais...
|
 |